Novidades

2010

Portugal e o Japão de 1955

O Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, assinado em 1860, e outros tratados que a História revelou mais ou menos importantes para a abertura da nação japonesa ao Ocidente, foram alvo, por parte de Armando Martins Janeira, de uma larga análise, agora disponível neste site. Publicados em 1955 em Portugal e o Japão, os textos desses tratados são precedidos então do primeiro estudo importante de Janeira sobre as relações históricas e económicas entre o Japão e os países que nele penetraram, através quer do comércio, quer da obra dos jesuítas. Este trabalho delineia já as bases em que, 15 anos mais tarde, Armando Martins Janeira alicerçaria o seu O Impacto Português sobre a Civilização Japonesa. É, aliás, a esta obra que daremos especial relevo no mês de Julho, através da publicação de novos capítulos neste site.

O Tratado de 1860

A partir de Abril, leia aqui o texto integral do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, celebrado em 1860, e que Armando Martins Janeira reproduziu no seu livro Portugal e o Japão. Assinado em Yedo, ou Edo, antigo nome da capital nipónica, o tratado contempla a abertura dos principais portos do Japão ao comércio com os portugueses, e estabelece deveres, direitos e liberdades entre os cidadãos dos dois países.

Em Maio disponibilizaremos neste site o estudo de que Armando Martins Janeira faz anteceder este e outros tratados que abriram o Japão ao Ocidente no seu Portugal e o Japão de 1955.

Tratado de 1860 entre Portugal e o Japão(PDF, 96 KB)

Mais livros, mais novidades

Para alargarmos o âmbito deste site, e podermos também continuar a reproduzir novos textos, optámos por publicar aqui a bibliografia completa de Armando Martins Janeira, em substituição da lista das suas obras principais, que inicialmente oferecíamos. Não se incluem contudo nesta bibliografia os inúmeros artigos que Janeira escreveu para jornais, bem como os seus inéditos, dos quais oportunamente nos ocuparemos.

O último Japão de Armando Martins Janeira

Neste ano em que comemoramos a amizade e a paz assinadas entre Portugal e o Japão em 1860, reproduziremos aqui essencialmente novos trabalhos e novos capítulos das obras em que Armando Martins Janeira se debruça sobre o caminho histórico e económico do Japão e a sua relação com os Portugueses, desde o seu desembarque em terras nipónicas no séc. XVI.

Assim, abrimos o ano com a apresentação do último livro de Janeira, Japão, A Construção de Um País Moderno, que nos dá conta de como o Japão, um país atrasado há pouco mais de um século, se transforma na nação mais progressiva do mundo. Em 1985, data da publicação deste livro, Janeira aponta o Japão como o exemplo que Portugal deveria seguir. Este estudo poderá pois formar, com O Impacto Português sobre a Civilização Japonesa, publicado pela primeira vez em 1970, e Figuras de Silêncio, com edição de 1981, uma trilogia que Armando Martins Janeira dedicou ao país onde passou os anos mais felizes da sua vida – o Japão –, e a qual evidenciaremos em 2010.

2010 relembra amizade entre Portugal e o Japão

Em 2010 completam-se 150 anos sobre a assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão, assinado em Edo no dia 3 de Agosto de 1860. São inúmeras as instituições, organizações e particulares que ao longo de todo este ano irão dar vida a uma série de iniciativas que celebrarão o tratado. A Embaixada do Japão em Portugal disponibiliza no seu site um alargado e detalhado calendário desses eventos.

Armando Martins Janeira dedicou muito estudo ao Japão, e um dos seus primeiros trabalhos – Portugal e o Japão –, publicado em 1955, debruça-se precisamente sobre este e outros tratados importantes na história da abertura do Japão ao Ocidente. Disponibilizaremos em breve neste site parte dessa obra, que inclui o texto integral do tratado que este ano evocamos, o qual aqui também reproduziremos.

Arquivo

2009

Número 4 da Revista Campos Monteiro sai em Dezembro

Realizou-se no dia 12 de Dezembro o lançamento do 4.º número da Revista Campos Monteiro, que inclui um estudo de Paula Mateus sobre «A Poesia e o Mistério em Armando Martins Janeira». A sessão teve lugar na Academia Moreira da Silva, no Porto, contando-se entre os presentes vários colaboradores da revista, alguns deles antigos alunos do Colégio Campos Monteiro de Torre de Moncorvo. A apresentação deste número esteve a cargo da investigadora e poetisa Maria da Assunção Carqueja Rodrigues.

Paula Mateus, A Poesia e o Mistério em Armando Martins Janeira(PDF, 104 KB)

GALERIA DE IMAGENS

Armando Martins Janeira na Revista Campos Monteiro

Entre os vários artigos publicados neste 4.º número da Revista Campos Monteiro conta-se um estudo sobre A Poesia e o Mistério em Armando Martins Janeira, da autoria de Paula Mateus. No seu número anterior, de 2008, Ramiro Manuel Salgado, que integra o Conselho Editorial da revista, também se debruçara sobre a personalidade de Armando Martins, traçando uma sua breve biografia. Ramiro Manuel Salgado é filho do insigne moncorvense Ramiro Salgado (1902-1974), que se notabilizou como professor e educador e fundou o prestigiado Colégio Campos Monteiro de Torre de Moncorvo, que dá agora nome a esta publicação cultural. Foi, aliás, no Colégio Campos Monteiro que Armando Martins leccionou logo após ter terminado os seus estudos, antes de optar pela carreira diplomática.

Adília Fernandes, directora e organizadora da Revista Campos Monteiro, assinou em 2005, com José Alfredo Sousa, o editorial do número especial evocativo da comemoração do cinquentenário da fundação do colégio em 1936/37, que resume o objectivo inicial deste projecto:

Após a comemoração do cinquentenário do Colégio Campos Monteiro, em 1987, três amigos – Quim Simões, Zé Alfredo e Emílio Guerra – foram movidos pelo propósito de elaborar um jornal evocativo dessa cerimónia. Todavia, e apesar dos passos que deram nesse sentido, tal propósito não se mostrou, no momento, realizável. […]
Em Maio de 2004, aquando do nosso último encontro, foi feita uma sugestão idêntica, isto é, a criação de um boletim que resultasse da colaboração dos antigos alunos.
Esta Revista surge no seguimento de ambas as propostas e consubstancia a concretização do sonho daqueles amigos, pois apresenta-se fiel ao seu projecto: integra o material por eles seleccionado bem como os registos dos que partilhavam do seu entusiasmo, e a disposição gráfica por eles planeada respeita, na essência, a orientação que lhe pretendiam dar.

Depois deste número especial e do n.º 1, a Revista, que segundo Adília Fernandes se tinha até então «pautado por um certo pendor historicista em torno da temática circunscrita ao Colégio Campos Monteiro, tanto na internalidade da sua acção escolar, como na contextualização sócio-comunitária», viu chegada a hora de «desvendar diferentes caminhos e abrir as suas páginas a outros interessados». Em 2007 surge então o seu n.º 2, com uma apresentação gráfica diferente, em termos de formato e design da capa e do interior, mas sobretudo com horizontes alargados. Lê-se no seu editorial: «Esta publicação, que inicia um novo ciclo organizativo, deve simbolizar a mudança que reclama, de nós, uma actuação mais crítica e integradora, mais actual, dinâmica e impulsionadora. Inscrever-nos-emos melhor, assim, entre referências e memória, num universo com o qual continuamos, em grande medida, a identificar-nos.»

Além dos nomes já referidos, a Revista Campos Monteiro tem contado com a colaboração de Adriano Vasco Rodrigues, António Pimenta de Castro, Carlos d’Abreu, Carlos Prada de Oliveira, Carlos Sambade, Carmo Simões, Graça Abranches, José Sendas, Júlia Guarda Ribeiro, Luís Lopes, Maria da Assunção Carqueja, Maria da Conceição Salgado, Maria Helena Alvim, Maria Ivone da Paz Soares, Maria Norberta Amorim, Maria Otília Pereira Lage, Norberto Ferreira da Cunha, Paulo Cordeiro Salgado, Ricardo Silva e Virgílio Tavares.

Há semelhanças entre o teatro de Gil Vicente e o teatro clássico japonês?

A partir de Outubro, consulte aqui alguns capítulos da obra O Teatro de Gil Vicente e o Teatro Clássico Japonês, publicado em 1967 pela Portugália Editora, em que Janeira mostra de que forma a dramaturgia de Gil Vicente se aproxima do teatro clássico no Japão. Neste ensaio, o autor inclui ainda uma versão revista e alargada de Nô, Teatro Lírico Japonês de 1954.

Ou A Busca do Homem Universal até finais de Outubro

Até ao fim do mês de Outubro estará patente ao público em Torre de Moncorvo, no seu Centro de Memória, a exposição Armando Martins Janeira ou A Busca do Homem Universal, que se inaugurou no dia 29 de Agosto, como aqui divulgámos. Além de objectos que fizeram parte da mostra no ano passado na Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana, encontra-se nesta nova iniciativa da Câmara Municipal de Torre Moncorvo outro acervo recolhido por Armando Martins Janeira e que a sua viúva doou ao Município. A exposição pretende mostrar Janeira como homem do mundo e homem da terra, transmontana, cujas raízes levou a todos os destinos da sua vida.

Guia da Exposição(PDF, 4.8 MB)

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Ou A Busca do Homem Universal em Moncorvo

No dia 1 de Setembro completam-se 95 anos sobre o nascimento de Armando Martins Janeira. Torre de Moncorvo, sua terra natal, presta-lhe mais uma homenagem com a exposição Armando Martins Janeira ou A Busca do Homem Universal que se inaugura no dia 29 de Agosto, sábado, pelas 11h, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo, na Rua Visconde de Vila Maior.

Japanese and Western Literature on-line

A partir de Março, pode ler neste site alguns capítulos de Japanese and Western Literature, a Comparative Study, obra que Armando Martins Janeira escreveu em inglês e que em 1970, data da sua publicação, colheu o aplauso da imprensa internacional.

Em Abril, teremos disponíveis algumas das páginas deste site em inglês.

Novos capítulos de Figuras de Silêncio

Em Janeiro, pode consultar neste site novos capítulos de Figuras de Silêncio, uma das obras mais importantes na bibliografia de Armando Martins Janeira. Em breve estarão igualmente disponíveis capítulos de Japanese and Western Literature, a Comparative Study, publicado em 1970 e posteriormente traduzido para japonês.

2008

Disponíveis novos textos de Armando Martins Janeira para consulta neste site

Novos capítulos de livros assinados por Armando Martins Janeira serão acrescentados a este site regularmente. Assim, desde Novembro, pode consultar parte de uma das obras de referência deste autor, O Impacto Português sobre a Civilização Japonesa.

Associação de Amizade Portugal-Japão lembra Armando Martins Janeira

No dia 6 de Outubro inaugurou na Sociedade de Geografia de Lisboa a exposição Armando Martins Janeira, Vidas que Valem a Pena, promovida pela Associação de Amizade Portugal-Japão.

Nesse dia realizou-se também uma mesa-redonda em torno da personalidade e obra do Embaixador, 20 anos após a sua morte, com a participação de Ingrid Bloser Martins, viúva de Janeira, Ana Beatriz Martins, filha de Janeira, Pedro Canavarro, José de Melo Gouveia, José Paulouro das Neves e Jorge de Lemos Godinho.

Cascais evoca Armando Martins Janeira, 20 anos após a sua morte,
de 6 de Setembro a 4 de Outubro

EXPOSIÇÃO

Catálogo da Exposição (PDF)

No dia 6 de Setembro inaugurou a exposição Armando Martins Janeira, Peregrino, na Biblioteca de Cascais-São Domingos de Rana. A exposição esteve patente ao público até 4 de Outubro.

Incluía os seguintes núcleos:

  • Documentação literária e diplomática de Armando Martins Janeira
  • Armando Martins Janeira
  • Caminhos da Terra Florida
  • Wenceslau de Moraes
  • Cha-no-yu (Cerimónia do chá)
  • Namban + Cortejo namban
  • Momotaro
  • Ukiyo-e

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CONCERTO

O duo Kasutera de Miguel Leiria Pereira (contrabaixo) e Teppe Watanabe (guitarra) deu um concerto na tarde da inauguração da exposição.

Interpretaram temas do Japão:

  • Kojo no tsuki - Rentarô Taki
  • Aka  tonbo - Yamada Kosaku
  • Akai Kutsu - Motoori Nagayo
  • Aoi me no ningyo - Motoori Nagayo
  • Sakura - Canção Tradicional Japonesa
  • Furusato - Okano Teiichi
  • Kokiriko-bushi - Canção Folclórica Japonesa de Toyama
  • Toryanse - Canção Tradicional Japonesa
  • Komuri-uta - Canção Tradicional Japonesa

e temas de Teppe Watanabe:

  • Brasil
  • Amor sem Medo
  • Lisbossa
  • Valsa N.º 3
  • Verdes anos - Carlos Paredes / Arr. Teppe Watanabe

CONFERÊNCIAS

No âmbito da exposição Armando Martins Janeira, Peregrino, fez-se um breve ciclo de conferências na Biblioteca de Cascais-São Domingos de Rana:

18 de Setembro de 2008 / 21h
Orador: António Graça de Abreu
Tema: Armando Martins Janeira – entender o Japão, descobrir a China

25 de Setembro de 2008 / 21h
Orador: Eugénio Lisboa
Tema: Armando Martins Janeira: memórias de uma amizade profissional vivida numa embaixada

2 de Outubro de 2008 / 21h
Orador: António Dias Farinha
Tema: Armando Martins Janeira no mundo luso-oriental

LANÇAMENTO DE PEREGRINO

A 4 de Outubro, dia de encerramento da exposição Armando Martins Janeira, Peregrino, foi reeditado pela Pássaro de Fogo, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, o livro Peregrino, de Armando Martins Janeira, na Biblioteca de Cascais-São Domingos de Rana.

“Colecção Beatriz Martins Janeiro” de bonecos japoneses
mostra-se por todo o país

24 de Julho-24 de Agosto

Exposição de Bonecos Japoneses em Aveiro, coordenada por Maria Helena Castro, inserida nos 30 anos da geminação Aveiro-Oita. A mostra, que decorreu no Salão Nobre do Teatro Aveirense, foi uma cedência da colecção particular da embaixatriz Ingrid Bloser Martins, em conjunto com a Embaixada do Japão e o Museu do Brinquedo de Sintra-“Colecção Beatriz Martins Janeiro”.

O Município de Aveiro reuniu-se com a Cidade de Oita para continuar a promover a cooperação que tem marcado esta relação de amizade. O Acordo de Geminação foi assinado em 10 de Outubro de 1978 que adicionou uma nova página na relação histórica entre Portugal e Japão. Durante 30 anos, as duas cidades promoveram o intercâmbio cultural, artístico, médico e social, aproximando e aprofundando os laços de amizade que as unem.

9-31 de Maio

“Histórias do País Onde Nasce o Sol” - Exposição de Bonecos Japoneses da “Colecção Beatriz Martins Janeiro”, no Porto, coordenada por Maria Helena Castro, inserida nas comemorações dos 30 anos da geminação Porto-Nagasáqui. A exposição decorreu na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, com a colaboração da Embaixada do Japão, e dividia-se em três núcleos:

  • Encontro Portugal-Japão;
  • Significado de ningyo (boneco em japonês) e bonecos talismânicos, que estiveram expostos e exemplificavam essa significação;
  • Contos e lendas infantis

11 de Fevereiro-11 de Março

Exposição de Bonecos Tradicionais Japoneses em Grândola, coordenada por Maria Helena Castro. A exposição teve lugar na Biblioteca Municipal de Grândola e inseria-se na iniciativa Luzes do Sol Nascente, organizada pela Câmara Municipal/Biblioteca Municipal de Grândola e pela Escola Básica Integrada D. Jorge de Lencastre. Os bonecos expostos pertencem à “Colecção Beatriz Martins Janeiro”, organizada por Armando Martins Janeira e sua mulher, Ingrid Bloser Martins, e por esta doada em 1999 ao Museu do Brinquedo de Sintra. Esta exposição contou ainda com a colaboração da Embaixada do Japão.

Inauguração do Centro de Memória e Fundo do Embaixador
Armando Martins Janeira em Torre de Moncorvo

No dia 1 de Março, foi inaugurado o Centro de Memória e Fundo dedicado a Armando Martins Janeira. O Centro, na terra natal de Janeira, engloba o seu espólio de objectos e a sua biblioteca pessoal, doados pelos seus herdeiros.

2007

450 Anos de Medicina Ocidental no Japão

Celebram-se neste ano os 450 anos da abertura do primeiro hospital de medicina ocidental no Japão, em Oita. O responsável foi o médico missionário português Luís de Almeida.

A Associação de Amizade Portugal-Japão comemorou a vida e a obra de Luís de Almeida em colaboração com a Ordem dos Médicos.

Armando Martins Janeira dedicou a Luís de Almeida páginas de Figuras de Silêncio e O Impacto Português sobre a Civilização Japonesa, os seus dois mais importantes trabalhos sobre a acção dos Portugueses no Japão.

2005

Editora Pássaro de Fogo publica peça inédita de Armando Martins Janeira no Ano Inesiano

No âmbito das comemorações dos 650 Anos da Morte de Inês de Castro, a Câmara Municipal de Cascais e a editora Pássaro de Fogo promoveram no dia 22 de Novembro, no Museu Condes de Castro Guimarães, o lançamento da obra Linda Inês ou o Grande Desvairo, da autoria de Armando Martins Janeira.

O livro foi apresentado por Maria Leonor Machado de Sousa, autora do prefácio. A sessão de apresentação contou ainda com a presença de Ingrid Martins, viúva do escritor e diplomata, do pintor Paulo Ossião, responsável pela ilustração do livro, de José Miguel Júdice e de Jorge Pereira Sampaio, respectivamente Comissário-Geral e Programador-Geral das comemorações deste Ano Inesiano.

Durante a sessão, actores do TEC-Teatro Experimental de Cascais fizeram uma leitura dramatizada de cenas da peça.

2004

Encerramento das comemorações do 150º Aniversário do Nascimento de Wenceslau de Moraes

A encerrar as comemorações do 150º Aniversário do Nascimento de Wenceslau de Moraes, a Câmara Municipal de Cascais organizou duas iniciativas:

- o Duo Ni-Toki apresentou-se no Auditório do Centro Cultural de Cascais, no dia 28 de Setembro, pelas 21H30. O Duo Ni-Toki, formado por dois pianistas, Yuki Rodrigues e Helder Marques, interpretou um programa para piano a quatro mãos, composto por peças musicais clássicas, baseadas em temas populares, portugueses e japoneses, bem como uma obra inédita, de um compositor português contemporâneo de Wenceslau de Moraes.

- no dia 30 de Setembro, pelas 21h30, no Espaço Memória dos Exílios, foi lançado o livro Wenceslau de Moraes, intérprete português do Japão - Armando Martins Janeira, biógrafo, uma viagem por fotos e textos, que fizeram a vida e a obra dos dois escritores, seleccionados e comentados por Paula Mateus.

Ingrid Bloser Martins fala de Armando Martins Janeira e de Wenceslau de Moraes no Estoril

No âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento de Wenceslau de Moraes, a Câmara Municipal de Cascais promoveu uma conferência intitulada Portugal e o Japão: Wenceslau de Moraes e Armando Martins Janeira, duas personalidades humanas diferentes”, proferida pela Embaixatriz Ingrid Bloser Martins, que teve lugar no dia 10 de Setembro, pelas 21h30, no Espaço Memória dos Exílios, no Estoril.

Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, recebe Exposição Comemorativa dos 150 Anos do Nascimento de Wenceslau de Moraes

“Armando Martins Janeira nos 150 anos de Wenceslau de Moraes” – assim se intitulava a exposição comemorativa que esteve patente ao público, no Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, de 12 de Julho a 30 de Setembro.

A parceria da Autarquia de Cascais neste projecto do Instituto Camões fez-se através da figura do Embaixador Armando Martins Janeira, que residiu no Estoril até ao seu falecimento, e cuja documentação foi depositada no Arquivo Histórico Municipal, por decisão de sua família, no ano de 1993.

Esta exposição procurou cruzar as proximidades entre estes dois homens, visto que Martins Janeira, para além de ter sido o maior biógrafo de Wenceslau de Moraes, foi também diplomata creditado no Japão. Aos dezoito painéis itinerantes da responsabilidade do Instituto Camões, ilustrando a vida e a obra de Moraes, associou-se uma selecção documental e de objectos do espólio do Embaixador Martins Janeira, a cargo de Ingrid Bloser Martins e da Câmara Municipal de Cascais.